Down the Graveyard Lane finalmente reúne todos os seus personagens em um só lugar, em “Neglected Waters”, apenas para aumentar ainda mais a tensão, evitando que seus caminhos se cruzem demais em sua jornada até o próximo e último destino.
Você pode se surpreender ao saber que o Episódio 7 não é o penúltimo episódio de Down the Graveyard Lane,o que é estranho, pois realmente parece ser. Todos os elementos estão presentes. Personagens de ambos os lados do espectro moral se encontram no mesmo lugar, uma remota cidade costeira na Escócia. Alguns deles até se esbarram. E, no entanto, em sua maioria, conseguem evitar se cruzar enquanto seguem para seu próximo (e presumivelmente último) destino. Como a próxima saída pode ser algo diferente de um final?
Vamos lidar com isso quando chegarmos lá. Enquanto isso, este é um raro episódio que realmente não revela nada. O panorama geral do que está acontecendojá foi revelado
afinal, o que nos resta são algumas perseguições de gato e rato, uma comédia física muito engraçada (principalmente de Ruth Wilson) e um pouco de investigação amadora. Ainda bem que esses personagens têm tanta personalidade, porque sem ela, “Neglected Waters” teria sofrido.
Mas essa personalidade é perceptível logo de cara. Depois de seguir Amos no final do episódio anterior, Zoe se vê em um trem noturno para a Escócia com ele. Mas, como viu o rastro, em vez de se manter discreta, ela se expõe, o que a leva a ganhar tempo fazendo amizade com o casal americano sentado na mesa ao lado. Muita coisa acontece aqui. Mostra como ela pode ser esperta e afável. Mas também mostra que ela está apavorada, o que é uma novidade para ela e ajuda a dar a Amos uma credibilidade um pouco mais sinistra. O que se segue é uma tensa perseguição de gato e rato pelo trem, enquanto Zoe tenta encontrar um lugar para dormir sem ser pega por Amos. Ela finalmente consegue, principalmente por sorte, mas a separação permite que Amos escape na manhã seguinte e sequestre o táxi que leva o casal americano com quem ela havia feito amizade. Amos os executa, liga para a polícia com a descrição de Zoe (descrevendo-a como tendo “um rosto de pura maldade”) e deixa a foto Polaroid de Zoe posando com o casal na cena do crime.
Enquanto isso, em “Down the Cemetery Road”, no episódio 6, Sarah e Downey estão acampando na floresta, mas durante a noite ele desaparece, levando Sarah a se aventurar sozinha pela cidade. Em uma loja, ela ouve por acaso uma menção a uma base militar abandonada e vai até lá, ainda com sua divertida roupa de “achados e perdidos”. A base se tornou um refúgio para jovens da região, e a interação de Ruth Wilson com eles é um dos pontos altos de “Neglected Waters”. Tudo, desde a corrida ofegante dela até derrubar a lata de Coca-Cola, é engraçado, o que é bom, já que a série não precisa ser engraçada neste ponto.
Sarah chega à base militar e, graças a uma edição inteligente, parece ter descoberto o esconderijo de Dinah… mas não exatamente. Em vez disso, ela encontra Zoe, que também descobriu que a base não contém nada de importante. É bom ver as duas juntas novamente, e a dinâmica peculiar entre elas enriquece a situação, mesmo que se separem imediatamente para trabalhar em seus próprios objetivos. Zoe avista um par de pescadores suspeitos que sabemos estarem entregando suprimentos para o refúgio de Dinah na ilha, e Sarah investiga um mapa no bar local que, quando comparado a um mapa de um passeio local para observar papagaios-do-mar, revela uma sexta ilha no arquipélago que foi deliberadamente ocultada pela cartografia oficial.
Sarah também ouve a dona do pub recebendo um telefonema da polícia, alertando-a sobre o casal americano morto e dando-lhe uma descrição de Zoe como a principal suspeita, supostamente armada e perigosa. Agora que Zoe é uma fugitiva, Sarah a esconde sob seu boné de beisebol emprestado, e as duas improvisam um barco para navegar até a ilha misteriosa em busca de Dinah.
